Autora: PimentaCullen
Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Hentai, Romance, Drama, Comédia
Avisos: Nudez, Sexo
Capítulos: 37 (71.622 palavras)
Status: Em Andamento
Sinopse
Eu precisava achar a folha do resumo sobre o livro O Morro dos Ventos Uivantes. Era para amanhã e quem não levasse teria um zero bem redondo. Mas não foi isso o que me fez arrepiar, mas sim um caderno, com as capas de couro na cor conhaque e uma tira de couro o amarrando. Tinha um brasão na frente do caderno, mas eu não consegui identificar de quem era. Mas definitivamente aquilo não era meu. Eu estava morta de curiosidade e desamarrei a tira de couro e abri o caderno, na primeira folha estava escrito em palavras com letras elegantes e muito bonitas:
Diário de Edward Cullen
Capítulo 27
Capítulo 27 – POV Isabella
Eu estava destroçada. Nervosa. Triste e, ao mesmo tempo, com uma faísca de felicidade por saber que Edward, apesar de tudo, me amava. Que talvez ele pudesse amar a ruiva que o machucou, mas mesmo assim... Eu sabia que ele me amava. Pouco, pode ser... Ainda assim; me amava.
Depois de almoço, fiquei conversando com minha mãe.
– Vejo que tem algo acontecendo com você, meu docinho de leite ninho. - mamãe disse se sentando ao mesmo sofá que eu.
– É...
– Foi o jantar de ontem? - me analisou com um olhar preocupado. - Não saiu como você queria?
– O jantar foi ótimo, mãe. - sorri fracamente. - Não é isso.
– O que foi então, minha orquídea? - colocou uma mecha de meu cabelo atrás da orelha.
– Mãe... - eu não podia falar com ela, não era a minha história e sim a de Edward, sem contar que ela nem sabia que a gente estava junto. Mas, eu precisava tanto de colo, do colo de minha mãe desajuizada.
Ela foi dizer algo, mas escutei Edward dizer ao Emmett.
– Emm, eu vou com você, mano!
– Então ande logo!
Pelo jeito eles iriam sair.
Edward veio até mim e se agachou para ficar em minha altura.
Ai meu Deus, corei mais que tudo, pois ele não estava ligando para a presença da senhora minha mãe e disse com um pequeno sorriso.
– Vou pensar como você quer, mas eu já volto, ok.
Assenti ainda envergonhada, mas pelo menos ele iria pensar, não é?
Quando eu tinha para mim que não podia ficar mais vermelha, Edward se inclina sobre mim e toca de leve meus lábios com os dele. Mas nesse simples gesto, percebi que ele queria me acalmar porque daqui a pouco estaria de volta.
Então ele saiu e eu me afundei no sofá sobre o olhar arregalado de minha mãe com um sorriso enorme, perfeitamente surpresa.
– AI MEU DEUS!!! - gritou e caiu na gargalhada, me fazendo me esconder atrás das almofadas verdes.
– Mãe... - gemi sem forças.
– Menina, como você não me conta um babado desses?! - ela piscou ainda sem acreditar. - VOCÊS ESTÃO JUNTOS?!
– Acho que sim, não sei... Ele foi pensar, não é mesmo? - perguntei suspirando e fitei o chão. - Estávamos namorando escondido, mas agora eu não sei mais o rumo de futuro. - sussurrei deixando escapar uma lágrima.
– Namorando escondido, Isabella? - perguntou brava. - POR QUE?
– Porque todos queriam nos ajudar a ficarmos juntos e conseguiram, só que queríamos mais dicas...
– Mas eu sou a sua mamãezinha. - fez um biquinho. - Tinha que ter me contado.
Sorri ainda em meio as lágrimas e falei.
– Desculpe.
– Ok! - sorriu. - Agora me conte, como assim você não sabe do futuro?
– É que... Edward tem certos traumas com uma mulher aí e eu acho que talvez ele ainda a ame. - apesar de ser errado falar, me senti livre, sem uma tonelada que teimava em esmagar as minhas costas.
– Meu amor... - tocou na minha bochecha, limpando uma gota. - Você acha mesmo?
– Sinceramente? - ela assentiu. - Acho que ela ainda tem certo poder sobre ele, mesmo ele negando e tal. Eu me sinto insegura mãe, ela foi tudo para ele durante vários anos e agora quem sou eu? - perguntei com a voz entrecortada. - Sou a aluninha, filha da madrasta dele que o ama mais que tudo. - suspirei com o peito ardendo. - Apenas isso.
– Ta, entendi o que você acha e o que ele negou sobre a tal mulher. Mas o que ele disse sobre você?
– Que me ama. - sorri. - Que sou a vida dele e que eu não posso deixá-lo, se não morrerá.
– Oh! Dramático, não?
– Eu sinto o mesmo. - falei, secando os meus olhos e bochecha. - E acredito nele, acredito que ele me ame, só acho que talvez o sentimento dele por ela seja maior e eu sofra caso ela chegue de nada dizendo que se arrependeu.
– Filha, acredite em você. O resto se resolve sozinho. - disse e me puxou para o colo. Fazia quanto tempo que não ficava assim com a minha mãe? Anos? Talvez. - Você é especial, querida. Sei que pode aguentar o que for pelo seu amado.
– Espero, mamãe, eu realmente espero. - fechei os olhos me deliciando com o seu cafuné até que o meu celular tocou. - Droga!
Corri até meu quarto e o achei em cima da penteadeira. Peguei- o e atendi, com uma dor no peito, não sei por que.
– Alô?
– Senhorita, Isabella Swan? – disse uma voz grossa, masculina com certeza.
– Sim, em que posso ajudar?
Perguntei voltando a sala.
– Sinto muito em lhe dizer, mas o carro de delegado Swan capotou quatro vezes e infelizmente, ele faleceu no local.
– O CHARLIE O QUE? - gritei sentindo as lágrimas voltarem aos meus olhos, nem percebi que eu deixara o celular cair e que Edward havia me segurado antes que eu caísse no chão.
– Shhh... - ele me acalmava e beijava o meu cabelo, enquanto os meus soluços eram o eco na sala.
Percebi de relance que minha mãe estava no celular com o tal homem e também chorava em um cantinho.
– O meu p-pai mo-orreu - chorei no pescoço dele.
– Calma, meu amor. Calma... - eu podia sentir que ele estava agoniado por me ver assim. - Talvez seja engano. Ou uma brincadeira de mau gosto. - o fitei e balancei a cabeça.
– Eu sabia, eu sabia que ia acontecer alguma coisa... - fechei os olhos me aconchegando no colo dele. - Eu senti quando me despedi dele, eu disse que o amava... Edward... Ele morreu, meu pai morreu. Ele me deixou...
Ele me fazia carinhos, mas eu só conseguia chorar, eu vi que ele também chorava, talvez por me ver sofrer.
– Eu vou lá ver e tratar de algumas coisas. - mamãe disse. - Ao que me parece, Sue está em coma e em estado grave. - limpou algumas lágrimas de rosto. - Fique aqui, bebê. É melhor.
– Não mãe, eu quero vê-lo... Me despedir de verdade.
– Bella, não vai ser bom você num lugar desses. - Edward me olhou. - Fique aqui comigo, o Emmett vai com a Renne e a gente espera notícias.
– Mas...
– É Bella fique aqui, eu cuido da Miau. - sorri triste para o Emm, mas assenti.
– Ok. Ligue-me mamãe.
– Qualquer coisa eu ligo. - disse pegando a bolsa e saindo com o Emmett.
Voltei a chorar no colo dele. Eu me senti perdida sem meu pai. Ele era o meu tudo, eu me parecia tanto com ele. Quando eu caia, ele sempre estava de meu lado para me levantar e dizer para ser forte. Eu precisava ser forte, por ele, pelo meu pai.
– Sabe Bella, agora ele está no céu e lá é um lugar muito melhor que aqui. - Edward tentava me dizer como se eu fosse uma criança e, no momento, eu era, uma menininha com medo por ter perdido o herói dela.
– Eu sei, mas mesmo assim dói. - sussurrei. - Me sinto sozinha.
– Eu estou aqui com você. Sempre estarei.
Eu olhei aquele verde lindo e assenti. Ele me beijou de leve e voltou a me abraçar enquanto nós esperávamos notícias.
– Ele morreu e meu aniversário é daqui três semanas.
– Feche os olhos Bella e imagine que ele estará lá. - fiz o que ele pediu e acabei adormecendo no qual eu tive um sonho com Charlie.
Eu estava em um lugar todo branco e de repente, virou um jardim florido por vários tipos de flores. Andei pela trilha de cascalhos e cheguei perto de um lago onde um homem estava sentado em cima de uma pedra grande. Ele parecia pensativo, quieto, não se mexia.
Caminhei até lá sem medo, pois algo nele me irradiava conforto, harmonia, amor.
Quando me aproximei, percebi que aquele homem era o meu pai. Corri até ele e o abracei, me lembrando que eu havia o perdido.
Chorei em seus braços enquanto ele me afagava, me acalmando.
– Calma filha, você tem que ser forte.
– Por que você me deixou? - perguntei ainda chorando.
– Era a minha hora, querida. - passou os dedos pelo meu cabelo. - Precisei vir... - sorriu e me deu um beijo no nariz, como sempre fazia quando eu era criança. - Mas eu quero que você saiba que eu te amo, princesa.
– Eu também te amo papai, amo muito. - beijei a bochecha dele e o abracei forte. - Por favor, volte! - implorei.
– Não tem como. - sorriu, ele não parecia triste, mas em paz. - Isabella, você vai precisar se fortalecer, pois tempestades estão por vir, querida. Eu estou aqui, mas nunca deixarei de te olhar.
– Tempestades? - perguntei confusa.
– Sim.
– Está bem, farei de tudo para me fortalecer, como você sempre ensinou.
– Essa é a minha menina! - abriu mais ainda o sorriso. - Agora eu preciso ir minha filha, logo, logo Sue estará aqui comigo.
– Então ela também vai...?
– Deus sabe o tempo de cada um Isabella e esse é o nosso. - me abraçou mais forte e quando tudo estava se dissipando, quando eu parecia ficar sozinha no branco total novamente, escutei a voz dele como um eco, bem lá no fundo. - Leia a carta...
Então acordei.
Pisquei um pouco confusa e olhei para os lados.
– O que aconteceu? - perguntei-me com a voz rouca pelo choro.
– Você dormiu bastante, baby. - virei para o lado da voz, e percebi que estava de novo ao meu quarto, em minha cama, com o Edward de meu lado.
– Estou um pouco tonta. – falei, me sentando.
– Venha cá. - me chamou com os braços abertos e eu fui de bom grado.
– Mamãe já chegou?
– Ainda não, mas ligou e disse que... - ele me apertou mais ainda - Sue não resistiu.
Chorei.
Algo me dizia que eu sabia que ela tinha ido, mas não me lembro.
– Você fala mesmo quando dorme.
– O que eu falei? - perguntei confusa.
– Leia a Carta, leia a Carta... Só isso, mas por várias vezes.
Carta!
O sonho com o meu pai... Mas que carta seria essa?
