26/04/2014

Diário Do Professor Delícia-Capítulo 33 - Último

Capítulo 33 
Último


Enrosquei meus dedos nos cabelos revoltosos, me puxando mais para mais perto do corpo dele. Não queria mais sair dos braços dele, do aperto. O cheiro inundava meu subconsciente, o hálito delicioso nublava minha mente. Eu o queria, aqui e agora.

As mãos grandes deslizavam por minha coluna, arrepiando minha espinha. Gemi involuntariamente contra os lábios quentes. Até que as salvas de palmas recomeçaram. Despertei–me de meu transe quando eu fico ao beijar o homem da minha vida.

O sorriso dele se juntou ao meu e nossos dentes se chocaram, nos tirando risadas gostosas.

– Eu te amo. – falei escondendo o rosto no peito largo.

– Eu também, meu amor. – sussurrou em meu ouvido. – Vamos porque já demos um belo show aqui. – diz rindo e então eu olho para o pessoal. Todos estão rindo e com carinhas de “Own...”, menos alguns que estão espantados.

– Ok.



Ele me puxa do palco e saímos em disparada, a fim de não conversar com ninguém, eu preciso dele, para sempre.

Mas como nada é perfeito... Três garotas aparecem em minha frente e começam a gritar.

Alice, Jéssica e Rosalie.

– VOCÊS VOLTARAM! – gritaram radiantes.

– Nossa que beijão! – Alice disse sorrindo.

– Só faltava sair faíscas de vocês! – essa foi Rosalie.

– Ahhh, eu estou muito feliz! Vou tirar nota boa agora! – Jess ficou quicando.

– Hum? – todos nós olhamos para ela.

– O prof só tava dando aquelas provas dificílimas! Agora talvez o amor dissolva a maldade dele. – murmurou como se o que ela dissesse fazia lógica.

– Maldade? – Edward revirou os olhos. – As provas eram do mesmo tipo de dificuldade de antes.

– Não era não, prof! Eu tenho que concordar com a Jéssica.

– Rose e Jess, nós temos o resto do ano para brigarmos sobre as provas, agora deixemos o casal à vontade. – Alice piscou para mim e saiu rebocando as duas loiras.

Suspirei e fitei meu ex–professor com uma sobrancelha arqueada, isso só o fez dar um sorrisinho de desculpas.

– Não contou–lhes?

– Não contei a nenhum aluno. – sussurrou desajeitado. Entrelaçou nossos dedos e me levou para dentro da mansão, já que o casamento fora no jardim imenso que tem ali. – Só você e o diretor da escola sabem.

– Nem seu pai?

– Não. Ele acabou de se casar, não é legal me intrometer na vida dele.

– Ah. – foi tudo o que eu consegui dizer. – Então por que quer que eu volte?

– Você precisa da sua mãe e pode não parecer, mas ela também precisa de você. – nos sentamos no sofá da sala, quase ninguém passava por ali.

Olhei com intensidade para nossos dedos juntos. Dava para ouvir as batidas fortes de meu coração em meu peito. Ele realmente vai embora, vai me deixar, não se importa comigo. Eu sou uma burra.

– Ei, por que está chorando?

Eu estava chorando? Levei minha mão livre até meu rosto e tinha algumas lágrimas. Limpei–as rapidamente.

– Por que você não fica comigo? – nem sei se minha voz era audível ou não.

– Ah, é isso.

– Sim, Edward, é isso! – falei mais alto e um tanto histérica. – O que mais eu preciso fazer para que você não me deixe? O meu perdão eu já te dei, meu coração também! O que te falta? O meu corpo? Se for, você pode tê–lo quando quiser, só não vá embora... – eu tremia conforme as palavras saiam de minha boca, minha vista estava cega pelas lágrimas, eu só queria que um milagre acontecesse e ele dissesse que eu era mais importante que qualquer coisa na vida dele.

– Shh... Não fale essas coisas, meu amor. – Abraçou–me fortemente. Meu rosto estava enterrado no ombro dele e o dele em meus cabelos. – Não preciso de mais nada, você já me deu você. Isso é tudo de que eu preciso.

– Fique.

– Não posso.

– Por quê? – perguntei atordoada. – Não quer?

– É claro que quero, sua boba! – sorriu e beijou a ponta de meu nariz vermelho pelo choro. – Eu te amo. – beijou minhas pálpebras. – Muito. – beijou minhas bochechas. – Mesmo. – beijou minha testa. – Entenda – beijou meu queixo. – Isso. – finalmente beijou meus lábios.

Não sei se pelo choro ou por outra coisa, mas o nosso beijo foi extremamente delicioso e intenso. O contato entre nossas línguas transformava o momento em algo divino. Era muito bom. Aproveitei o máximo que pude até que ele deu–me um último selinho, antes de apoiar sua testa na minha.

– Você vai sempre estar comigo, só que aqui dentro. – espalmou minha mão no próprio peito, na direção de seu coração que só faltava galopear de tão forte que batia. – E eu não posso ficar porque já aceitei e comuniquei a LAHS, não vou voltar atrás. Vai ser melhor assim.

– Não vejo onde. – resmunguei triste.

– Você pode me visitar. – falou. – Além de passar os feriados comigo, se quiser, é claro.

– Então vai continuar comigo? – perguntei mais contente.

– Você pensou que não? – indagou indignado.

– Não sei... Lá tem mulheres e não garotas. – mulheres lindas por sinal.

– Nem me mudei e já está com ciúme? – riu, me deixando corada de vergonha. – Você é única para mim.

Também ri com a minha idiotice a parte, depois dei um longo suspiro.

– Quase morri durante esses seis meses que passaram, imagina mais seis?

– Você consegue. Afinal, são apenas seis meses, depois é Faculdade.

– A Faculdade! – incrédula repeti. Como eu tinha me esquecido deste detalhe? – E agora? Vão ser bem mais de seis meses Edinho!

– Posso te perguntar algo? – meio estranho o tom de voz dele.

– Pode.

– Você... Não quer... Cas–a... – gaguejou e meus olhos arregalaram. – Você não quer fazer Faculdade em LA? – porque ele mudou a pergunta???

– Na na ni na não, não era essa a pergunta! – ri e ele me encarou com as maçãs do rosto coradas. – Vamos, pergunte, homem!

– Você está muito abusada, Bella.

– Não vai perguntar?

– Só responda, já que você entendeu a pergunta. – bufou e fez um biquinho muito sexy.

– Sabe Eward, eu sou muito nova, tenho só 17 anos e você 28. É isso mesmo o que você quer?

– Se eu não quisesse não teria perguntado. – disse.

– Eu posso pensar? – mordi meu lábio inferior.

– Claro. – sorriu um pouco nervoso. – Contanto que me dê a resposta até sábado.

– Darei. – prometi e nos entregamos aos beijos molhados novamente.

***

A festa já estava no fim, agora a minha mãe iria jogar o buquê e todas as desesperadas por par de calças estavam gritando como virgens. Devo contar que eu estava no meio delas? Hehehehe...

– Jogue! Jogue! Jogue!

– É um! – fingiu.

– Jogue! – gritei.

– É dois! – fingiu novamente.

– Joga! – todas gritaram.

– E é três! – não é que ela fingiu de novo?! – HAHAHAHA! Enganei o bobo, na casca do ovo!

– TAQUE LOGO ESSA DROGA! – Jéssica toda educada gritou.

– Ta, ta. Já vai. – então ela jogou o buquê.

Ele estava vindo na minha direção... Até que todas pularam em cima de mim, depois não vi mais nada. Desmaiei.

***

Abri meus olhos devagar e tudo estava escuro. Ai Deus... Será que morri? Cadê a luz no fim do túnel então?

– Ahhhhhhhhh EU MORRI! – comecei a gritar.

– Shh Bella, vai acordar os outros.

Aquela era a voz do meu ex–prof delícia? Ele também morreu? NÃO!!!

– Você também morreu, Edinho? – perguntei.

– Você é muito absurda, Bella. – suspirou. – Estamos vivos. Nós dois, ok?

– Então porque está tão escuro?

– Porque está de noite, você estava dormindo depois de ter desmaiado e me assustado por várias vezes.

– Assustado? Como assim?

– Você começou a falar coisas incoerentes, do tipo: Ai como eu to bandida. Fiquei com medo. – riu.

Ri com ele, mas admito que fiquei magoada por ele está rindo de mim.

– Desculpe. – pedi e o abracei.

Edward estava deitado ao meu lado em uma cama, que pela posição no quarto, deveria ser a minha.

– Estou me acostumando, pelo menos acho que estou. – sorriu entre meus cabelos.

A boca dele foi beijando meu cabelo, meu pescoço, meu ombro... Quando eu vi, já estava embaixo dele. Cada pedacinho dele em cima de mim. Oh glória!

Eu agarro os cabelos dele e puxo a boca para a minha, gemendo logo em seguida por ter o contato gostoso.

– Você quer a sua resposta? – perguntei com meus lábios colados no ouvido dele.

– Já pensou? – mordeu o lóbulo de minha orelha, fazendo meu corpo se arrepiar.

– Sim.

– Sim você já pensou ou sim de sim? – perguntou nervoso, se atropelando com as palavras.

– Sim para os dois. – quando eu disse isso, ele me encarou com os olhos verdes mais brilhantes do que nunca, juro que vi uma lágriminha escondida querendo sair, mas deve ter sido só impressão. – Eu aceito me casar com você. – sussurrei, tendo a mais certeza absoluta da verdade saindo de meus lábios.

Então os lábios dele colidilam com os meus de uma forma abrasadora. Sinto que meu corpo está louco por ele, louco por seus toques doces e safados ao mesmo tempo. Preciso dele neste instante.

– Eu quero você. – murmurei ao tentar abrir os primeiros botões da camisa dele, porém, ele detém minha mão. Pensei que ele não queria, chego a começar a me magoar, mas então ele sorri lindamente.

– Deixe que eu faço isso.

Fica de joelhos sobre minha cama enquanto eu continuo deitada, o olhando embasbacada. Nem consigo acreditar que vou fazer amor com ele. Fixo meus olhos nas mãos que abrem com maestria seus botões da camisa, tira–a fazendo charme e, depois, joga–a em algum lugar do quarto.

Mordo meus lábios com a visão do abdômen sarado só para mim. Sorrio timidamente e me ajoelho também, virando de costas e colocando meu cabelo de lado para que ele consegua abrir o zíper de meu vestido estilo cupcake.

Ouço apenas o barulhinho do zíper e meu vestido escorregar até meus joelhos. Delicadamente, Edward desliza os dedos sobre a pele exposta de minhas costas. Isso me faz tremer de antecipação e desejo arduamente as mãos em meus seios, que estão livres por falta de sutiã.

– Me toque... – imploro.

Ele não diz nada, apenas começa a descer beijos de minha nuca até a base da minha coluna. Minha espinha arrepia totalmente.

A mão habilidosa faz massagem em minha cintura, tentando me relaxar, corre seus dedos pela minha barriga causando–me um calafrio. Parece que há milhares de asas de borboletas em meu estômago. A ansiedade está me matando. Frustrada, eu pego as mãos dele e coloco sobre os meus seios. Suspiro com o contato quente na minha pele sensível.

– Apressada, não? – ri livremente em meu ouvido.

Quando vou responder, não consigo, pois ele coloca meus mamilos entre os dedos e os puxam suavemente, mesmo assim causando um gritinho de minha parte que estava completamente desprevenida.

Continua com os beijos em minha nuca e ombros enquanto as mãos apertam e massageiam meus seios com muita delicadeza. Mas não é isso o que eu quero, eu quero força. Quero que o desejo que ele sente por mim transborde. Quero que ele não se controle. Eu o quero selvagem.

De onde veio esses pensamentos?

Da internet hehehehe... – minha mente respondeu.

Irritada e contrariada, aperto mais as mãos de Edward em meus seios, fazendo com que gemidos baixinhos se instalassem pelo quarto. Gemidos meus e dele.

Então tudo acontece.

Edinho parece entender o que eu quero e me vira rapidamente e me joga com certa brutalidade na cama, me deixando ofegante. Dá um sorrisinho perverso e engatinha até ficar por cima de mim novamente. Suspende o peso nos braços que estão ao lado de minha cabeça e apenas desce o rosto para beijar cada mamilo.

Reviro meus olhos com o prazer que é sentir sua boca em meu corpo. Os beijos vão virando chupadas, mordidinhas, lambidas... E as sensações, pelo amor de Deus! São infinitas.

Pego no cabelo dele com força enquanto ele continua acariciando meus seios que já estão mais do que intumescidos. Meu peito sobe e desce com lentidão, a minha respiração está rarefeita. Tudo o que eu consigo e quero ouvir são os nossos gemidos. Porém, chega uma hora que não é só em meus seios que eu quero a boca dele.

– Edward...

– Hum? – murmura, ainda concentrado no trabalho que fazia.

– E–eu... Preciso de você... Amor...

– Onde? – sussurra ao sugar–me.

– Dentro de mim. – sussurrei com os olhos fechados, tentando normalizar minha respiração.

– Eu já volto. – disse depois de dar um selinho em meus lábios inchados.

Abri lentamente meus olhos e só vi Edward fechando a porta. Por que ele parou justo agora, Senhor?

Não demora muito e ele entra em meu quarto, fecha a porta e a tranca. Pára na beira da cama e sorri todo meigo para mim, abre o botão e o zíper de sua calça jeans, abaixando–as, ficando apenas de boxer preta. Volta para a cama, cobre novamente o seu corpo sobre o meu, mas eu percebo que seus movimentos são lentos. Ele quer prolongar o momento, e não irei me intrometer. Tudo tem de ser perfeito, como o nosso amor.

Love By Grace – Lara Fabian

Abraço–o devagar, sentindo todos os músculos contra mim. Nossos lábios se encontram e começamos um beijo cheio de amor e promessas. Uma das mãos desce até minha calcinha e a puxa para baixo, levanto meu quadril para ajudá–lo, então eu fico nua diante dele. Não paramos o beijo em um só segundo, tudo está tão maravilhoso.

Passo minhas mãos pelas costas dele, arranho–a e desço até chegar ao cós da cueca. Este é o único momento em que ele para o beijo, me olha e depois se levanta um pouquinho para arrancar aquele pano.

Espero–o com um sorriso porque eu sei que agora eu serei dele, para sempre, exatamente como deveria ser.

Edward abre um envelope e descubro ser o preservativo. O veste com aquela borracha e me puxa para os braços quentes.

Beijamos–nos com tanta paixão e luxúria que não sei se é possível mais sentimentos dentro de mim, são tão ampla as sensações, emoções.

Continuei a passear com os meus dedos no corpo dele, queria conhecê–lo. Mordi o ombro esquerdo de leve, cravei minhas unhas nos braços e tombei a cabeça de lado para que ele pudesse degustar meu pescoço.

No meio dos carinhos quentes e deliciosos, Edward abriu um pouco minhas pernas com um de seus joelhos. Não posso mentir e dizer que estava supersegura. Eu era uma virgem, totalmente inexperiente que faria de tudo para dar e receber amor.

– Você me ensina? – perguntei bem baixinho, com medo da resposta.

Podia sentir o calor em meu rosto, ainda bem que as luzes estavam apagadas.

– Apenas sinta e faça o que quiser. – falou. – Não fique pensando bobeiras agora, o que realmente importa somos nós.

Assenti com um sorriso pequeno. Deus! Como eu o queria!

Não importa se vai doer, se vai sangrar, se vai ou não dar prazer. O que realmente importa somos nós. Com isso, ele lentamente foi se encaixando dentro de mim.

No início eu estava muito nervosa, mas ele foi trilhando beijos pelos meus ombros até minha boca e essa era uma boa forma de distração. Não nego que quando ele ultrapassou a pequena barreira, senti uma fisgada lá. Todavia foi só isso, uma fisgada. Ardeu um pouquinho e Edward foi muito atencioso comigo, cuidando minhas expressões... Ele me queria também e fiquei feliz por saber disso.

Quando ele melhor se acomodou, começou a se movimentar devagar, bem lentamente, para que pudéssemos apreciar cada segundo daquele momento mágico em nossas vidas.

Enganchei minhas pernas no quadril dele e gemi com a sensação. Parecíamos bem mais unidos. Como um só. Dois corpos e dois corações unidos pelo amor.

A mão apertava meu corpo que tremia de prazer, era tão bom fazer amor. De tudo o que eu já tinha imaginado, a realidade era mil vezes melhor.

Passamos segundos, minutos, horas, nos amando. Aproveitando enquanto podíamos porque ele iria embora, mesmo continuando juntos, ele iria embora, mesmo eu o visitando, ele iria embora. Ainda bem que os nossos corpos era a forma certa de nos mostrar o quanto éramos um do outro. O quanto amamos um ao outro. O quanto precisamos um do outro.

Até que meu corpo se arqueou e explodi junto com Edward em prazer. Eu me sentia tão... Livre. Plena. Amada.

Edward saiu de dentro de mim e deitou ao meu lado, puxando–me o próprio peito, onde adormeci com a felicidade espalhada pelo meu rosto.

***

Acordei com um sol brilhando.

Sim, é de se assustar porque desde quando tem sol em Forks? RARAMENTE!

Espreguicei–me de forma manhosa e olhei para o lado. Edward se encontrava com a boca meio aberta, a mão encostada na bochecha e os olhos fechados. Como poderia ser tão lindo até dormindo? Suspirei e sorri. Ele era só meu e eu só dele.

Levantei–me da cama com cuidado para não acordá–lo, fui ai meu banheiro e tomei um banho relaxante. A cada gota de água que me tocava, eu me lembrava da noite de ontem. Foi tão linda e perfeita. Não poderia ser melhor, disto eu tenho certeza.

Terminei meu banho, escovei meus dentes e me enrolei em minha toalha, que estava dependurada atrás da porta. Saí do banheiro e fitei Edward. Ele ainda dormia como uma criança. Caminhei até o meu closet e coloquei uma roupa confortável para o almoço que hoje teria. Esqueci–me de contar que seriam três dias de festa?

Depois de trocada, passei uma maquiagem leve – apenas rímel e batom – deixei meus cabelos soltos e coloquei um Oxford preto. Visualizei–me em frente ao espelho e gostei do que vi. Como estava sol, mas o clima de Forks é esquisito, peguei também meu casaquinho vermelho.

Fui até a cama e dei um beijinho na testa do Edinho que nem percebeu, continuou dormindo. Desci toda animada para fazer um super café da manhã para o meu namorado ex–prof futuro marido.

Quando chego na cozinha, vejo um monte de gente correndo para um lado, correndo para o outro... Vejo até Carola que só vinha nos fins de semana.

– Bom dia, Carola.

– Bom dia, minha flor. – sorriu.

– Viu minha mãe? – pergunto timidamente.

– Saiu bem cedinho, foi pintar as unhas.

– De novo?! – ela havia pintado ontem de manhã!

– Disse que não poderia passar os três dias do casamento dela com o mesmo esmalte... Você sabe como é a sua mãe.

– Sei mesmo. – sussurrei ainda chocada. – Carola, o que tem para o café?

– Panquecas com mel, iogurte natural e frutas, diversas frutas.

– Ok, vou pegar um pouco de tudo.

Pego uma bandeja e coloco algumas panquecas, mel, morangos, uvas, carambolas, iogurtes naturais, suco e entre outras coisas. Subo para meu quarto, empurro a porta com certa dificuldade já que a bandeja está pesada e entro no meu quarto. Preciso dizer que Edward continua esparramado na minha cama? Acho que não.

Coloco a bandeja sobre o criado mudo e subo na cama, vou engatinhando até ele e começo a beijar suas costas, seu pescoço, seu nariz, enfim sua boca que ao receber a minha, se move normalmente. Edward me agarra e com isso acabo rindo.

– Bom dia, amor. – desejo dando–lhe um selinho.

– Bom dia, pequena.

Sorri com a cena sexy a minha frente. Edward, nu, com os cabelos embaraçados e mordendo os lábios. Fazia tanto tempo que eu estava sem ele.

– Trouxe nosso café da manhã. – murmuro e me estico para pegar a bandeja.

– Não deveria ser eu a trazer? – arqueou uma sobrancelha.

– Você dorme demais.

Ele gargalha e começa comer e eu só o miro. Edinho é tão lindo. Sou uma sortuda por tê–lo.

– Não vai comer? – pergunta de boca aberta.

Faço uma caretinha e pego um morango, está delicioso. Pego mais outro e outro. No fim, eu comi todos os morangos.

– Delícia!

– Gostou? – indaguei.

– Eu estava falando de você.

– Ah.

Foi tudo o que eu consegui pronunciar antes que minhas bochechas se tingissem de vermelhas. Para mim a noite passada havia sido maravilhosa, mas ele era um cara experiente... Sabe quando é bom o sexo ou não.

– Gostou? – perguntei olhando para baixo, só que agora referente a nossa noite de amor.

Seu dedo indicador levantou meu queixo, seus olhos verdes se conectaram aos meus e ele disse:

– Você é perfeita para mim.

Eu poderia estar mais feliz do que agora? NÃO!

***

Estávamos almoçando comida italiana – minha mãe adora esse tipo de comida.

Na minha mesa se encontrava a Alice, a Rosalie, a Jéssica, o Emmett, o Jasper e o Edward.

Eu não estava conversando com o Jasper, pois eu não conseguia entender do porque da atitude tão tosca dele em tentar me separar do homem que eu amo – o irmão dele.

– Bella, você ficou bem depois do desmaio?

– Fiquei Rose, acordei ontem à noite.

– Então você ficou horas desmaiada?! – gritou Emmett.

– Não, Emm, ela acordou depois do desmaio, mas voltava a dormir. – Edinho explicou. – Sem contar que falava besteiras enquanto dormia.

O encarei chocada. Dei um tapinha no braço dele enquanto todo mundo ria de mim.

– Sério? – Jess perguntou. – Que tipo de besteiras? – me olhou maliciosamente.

– JÉSSICA! – repreendi–a. – Eu falava besteiras brancas, ok? Não tenho essa mente perversa.

– Sei não, hein... Por que o que eu escutei de noite que vinha do seu quarto... – Emmett fez uma cara de dúvida. – Besteiras brancas? Uhum, finjo que acredito.

– Emmett! – foi a vez de Edward o repreender. – Não fale de nossa privacidade em público. – foi a gota d’água.

Todo mundo explodiram em gargalhadas e eu fiquei mais rosa que um bebê gordinho.

– Molharam o biscoito, né, danadinhos?! – tinha que ser a mente da Alice para dizer uma coisa dessas. Revirei meus olhos, estava morrendo de vergonha.

Porra, vocês ainda não descobriram onde fica o poço da Samara? Já é a terceira vez que eu preciso me enfiar nele e ninguém me explica o caminho.

– Vamos sair daqui? – sussurrei só para Edinho.

Ele apenas concordou e saímos daquela mesa de pervertidos.

***

Sábado

– Vou morrer de saudade. – choraminguei abraçada a Edward, no aeroporto de Seattle.

– Eu também vou, amor. – beijou minhas lágrimas. – Vamos nos falar todos os dias, certo?

– Claro. – sorri. – Prometo que vou te visitar no primeiro feriado que aparecer.

– Vou estar te esperando.

Beijamos–nos mais uma vez com tanto desespero que era até proibido de se ver. Ah, mas a gente podia. Iríamos ficar meses um longe do outro.

– Te amo. – sussurrei.

– Também amo você. – respondeu antes de me dar um último selinho, pegar sua mala e partir em direção a Los Angeles.

Edward havia explicado tudo para minha mãe e Carlisle, esse que ficou muito triste de perder a presença do filho todos os dias. Eles também já tinham se despedido do meu futuro marido, só faltava eu.

Então, depois de Edward embarcar com Emmett e Jasper, Carlisle, Renne e eu voltamos para o carro, para Forks.

***

Quando cheguei em casa eu estava tão triste. Suspirei e peguei minha Lily, fui em um lugar que a muito tempo eu não voltava. Minha casa de meu pai e Sue; minha também.

Eu tinha a chave e entrei. Estava toda arrumada, até parecia que vivia alguém ali. Isso é porque a Rita/Nina limpava–a de dois em dois dias.

Fui em meu antigo quarto e continuava do mesmo jeito, deitei um pouco na minha cama e chorei. Eu havia sido tão feliz com meu pai...

Passou–se um tempo em que eu me encontrava no meu antigo quarto e acabei me lembrando do pedido de meu Charlie. Ele queria que eu achasse uma carta, mas que carta seria essa?

Corri para o quarto dele ignorando a dor que era sentir o cheiro dele lá. Procurei em tudo que é gaveta, embaixo do cochão, em cima do guarda–roupa, entre os travesseiros. Não achei nada.

Sentei–me derrotada na cama e encarei o chão. Onde ele tinha metido essa carta?!

Respirei fundo e me levantei com a intenção de ir embora, porém, algo no chão rangeu.

O assoalho!

Como eu não tinha pensado nisso?

Puxei a madeira solta e coloquei minha mão no buraquinho, procurei com meus dedos e não encontrei nada. Quando eu estava desistindo, relo em um papel. O puxo e é uma carta. A CARTA!

Abro–a com rapidez e começo a ler... Leio cada palavra e arrepio com o que está escrito.

– Não pode ser verdade... – indignada, sussurro.


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