Capítulo 28
POV Isabella
Eu deveria estar pulando de felicidade, pois estou com dezessete e cada vez mais perto dos dezoito. Mas eu só sabia ficar quieta. Não pedi festa e ninguém me contestou, não estou no clima. Meu pai morreu faz três semanas e não tenho motivo para rir, ainda estou abalada, mas ainda bem que eu tenho Edward, sem ele, não sei se resistiria a uma dor tão grande.
TOC- TOC.
– Entre. - sussurrei em meu quarto, agora permanente, na casa de meu padrasto e de minha mãe, conseqüentemente de meu namorado.
Eu me encontrava embaixo das cobertas, com o ar condicionado bem geladinho e lágrimas nos olhos. Normal.
A porta se abriu e vi uma sombra alta entrar nele, estava escuro, pois as cortinas tampavam as janelas e as luzes apagadas era acolhedor no momento.
O vi caminhando até mim e levantou o meu cobertor, se deitando ao meu lado, puxando meu rosto para seu peito. Eu sabia quem era, apesar de escuro, aquele cheiro era incontestável, era único e maravilhoso. Eu o reconheceria até mil anos sem o sentir.
– Não vai mesmo descer, pequena? - perguntou em meu ouvido.
– Não estou a fim. - respondi fechando os olhos, me aconchegando mais no peito dele.
– Amor, já faz três semanas, você precisa relaxar um pouquinho. - sussurrou.
Eu sabia que ninguém entendia, pois eu nunca demonstrei a minha ligação com Charlie, mas ela era forte e resistente e, depois de sonho, não entendia mais nada.
Minha mãe fora em minha casa pegar minhas coisas porque eu não consegui ir. Ela disse que não viu carta nenhuma e que era coisa de minha cabeça.
Quando eu estivesse melhor, eu a procuraria.
Na escola, tudo estava triste... Não sei dizer. Eu não conseguia mais falar com as pessoas, me fechei para mim mesma.
As garotas ainda vinham me ver, me dar um abraço que seja. Mas mesmo assim, eu sabia que eu estava as afastando.
O Edward era o único que me agüentava, que ficava comigo mesmo eu chorando, que me acalmava dizendo que tudo iria ficar melhor. Mas ele não sabe a sensação de perder um pai, pois o dele está aqui, vivo, feliz.
– Não consigo. - falei baixinho. - Eu tento, mas... Não dá.
– Suas amigas estão lá embaixo, querendo lhe dar um abraço de feliz aniversário.
– Argh... - murmurei. - Não quero falar com ninguém hoje.
– Nem comigo? - sua voz estava magoada. Eu estava sendo tão ruim como namorada por esses dias. - Se você quiser, eu desço...
– Não! – puxei-lhe o para o meu. - Fique aqui comigo. - tirei uns fios travessos do belo rosto. - Por favor...
Suspirou, mas assentiu.
– Só fico se você aceitar o meu presente.
– Ah não... Não quero nada Edward. - lá vem ele com essa história de novo.
– Então tchau. - disse se levantando e indo até a porta.
– Ei! - pulei de minha cama e corri até ele, segurei seu braço e o virei para mim. - Você não vai me deixar por causa de um presente, não é? - perguntei cética.
Edward estreitou os olhos e falou como se fosse óbvio.
– É eu e o presente ou nada, desculpe, baby.
– Você é um chantagista! - rosnei irritada. - Me dê logo esse bendito presente.
– Também te amo, princesa. - sorriu e me levou novamente à cama, deitou-me e disse: - Já volto.
E saiu.
Fiquei esperando com medo de ele ter ido embora, mas logo dissipei isso da mente. Minutos depois, Edward entrou no meu quarto com um sorriso gigante.
– Lembre-se que não tem volta, hein.
– Ai meu Deus... Edward o que você aprontou?! - perguntei assustada.
– Nada de tão ruim como você está pensando. - sentou-se ao meu lado e ligou o meu abajur.
– Apague isso. - resmunguei, pois fazia tempo que uma escova não conversava com a minha juba.
– Fique quieta, Bella. - falou e eu bufei. - Agora faça no mínimo uma carinha de felicidade, ok?
– Ta.
Ele colocou a mão no bolso da calça jeans e tirou de lá uma caixinha azul marinho de veludo.
– É seu.
– Como assim? - indaguei sem entender.
– Abra, vai.
Respirei fundo e abri a caixinha. Dentro dela havia um anel prateado com um coraçãozinho pequenino vermelho e envolta havia várias pedrinhas transparentes.
– Ual!
– Gostou? - parecia tímido ao me perguntar.
– Claro, Edward! É lindo... Mas, eu não posso aceitar.
– Por quê?
– Porque deve ter sido super caro uma jóia dessa.
– Não gastei um único centavo.
– Não?
– Tsc tsc... Era de minha avó e ela me deu e disse para eu dar à mulher de minha vida, pois só ela mereceria uma jóia tão linda e de família.
O fitei e arqueei uma sobrancelha.
– E você não deu para a Victória?
Revirou os olhos e bufou irritado.
– Esqueça-a, está bem? - pegou o anel da caixinha e colocou no meu dedo da mão direita. - Nosso namoro precisa de oficialização! Pelo menos para os íntimos. - levantou a minha mão e beijou a aliança de compromisso. - Eu te amo sua boba linda. - pegou e sorriu torto, me causando uma quase parada cardíaca.
Sorri em resposta, pulando no colo dele e o enchendo de beijos pela face.
– Você é o melhor de mundo!
– Olha que eu fico metido, hein. - disse me enlaçando.
– Um metido lindo. - me aproximei mais dos lábios dele. - O meu metido lindo. - e encostei nossos lábios.
Fazia tanto tempo que não nos beijávamos. Beijos de verdade. Nada de selinho ou outra coisa leve. Enrosquei meus dedos nos cabelo revolto, o puxando para mim. Entreabri nossos lábios, infiltrando a minha língua ena boca dele. O gosto parecia exclusivo... Quase morri de desejo com o contato ávido aveludado de nossas línguas dançantes. Edward me abraçou com força, deitando-me no colchão e se equilibrou por cima de meu corpo.
– Estava com saudade dos seus beijos doces, minha pequena. - sussurrou em meu ouvido, beijando molhadamente o meu pescoço, causando-me espasmos de luxúria.
– Edward... - gemi rouca. - Faça amor comigo? - lutei para não ficar vermelha, tomara que eu tenha tido êxito.
– Não. - disse sério.
Minha cara caiu no chão.
Será que demorei demais para ele me rejeitar desse jeito? Ou percebeu que eu sou inexperiente e ele precisa de alguém que saiba satisfazê-lo...? Simplesmente não sei e estou com medo disso.
– Você não me quer? - perguntei tremendo, com o coração batendo mais rápido que asas de passarinhos, a voz magoada e ferida. Era mais fácil ele ter dito que preferia a Victória a me rejeitar justo quando decido que quero me entregar completamente a ele.
– Mas é claro que eu te quero! - falou ao mesmo tempo em que me encarava. - Só que não vamos fazer amor agora, Bella. Você está muito sensível e pode ser que doa ou... Agora não é o momento, querida. - disse fazendo carinho em meu rosto. - Não é porque eu te dei uma aliança que você tem que se entregar a mim.
– Olhe que eu vou procurar quem me queira, viu? - brinquei, mas ele arregalou os orbes, indignado. Abriu a boca, perplexo; e só faltou enfartar. - Ei, calma amor. - sorri amarelo, e beijei-lhe a bochecha. - Eu estava brincando, baby; serei só sua.
– Não fale isso nem de brincadeira, Isabella! Quase me matou aqui. - colocou a mão em meus lábios e os delineou.
– Desculpe. - passei os braços pelo pescoço dele. - Não farei mais, senhor ciumento. - dei um selinho, mas ele aprofundou o beijo e me fez arfar quando fiquei sem ar. - E eu não falei isso por causa de uma aliança, mas é verdade que o momento está meio tenso... - eu pensei e disse.
– Viu? Eu sei o que é melhor para a minha pequena! - disse quando eu revirei os olhos.
– Sempre sabe... - resmunguei.
– Agora que a senhorita está com um humor melhor, podemos descer e falar com as suas amigas? - piscou com um sorrisinho lindo e não tive como negar.
– Ok, você venceu. - suspirei, descendo da cama e indo até as minhas amigas.
– Sempre venço. - sussurrou para si mesmo, o que só me fez rir.
***
Depois de falar com as minhas amigas decentemente, recebi uma ligação de Emmett e Jasper. Eles já tinham voltado para Los Angeles um dia depois da morte de meu pai e da Sue.
Eles me desejaram felicidades e muita paciência para aguentar Edward. Também disseram que como faltava pouco para as férias e eles tinham conversado com a mãe deles, nós, Edward e eu, poderíamos viajar para lá nesse período. E nós iríamos mesmo, pois eu precisava relaxar e esfriar a cabeça e Edward precisava de colo da mamãe.
***
POV Jasper
– Sim, eles vão vir. - falei pela milionésima vez.
– Tem certeza?
– SIM!
– Está, ok. Eu acredito em você. - resmungou. - Assim que eles chegarem, me avise e eu voarei rapidinho para LA.
– Está bem, Katrina, eu te aviso, mas onde você irá ficar?
– Eu tenho mãe, sabia? - eu podia vê-la revirando os olhos... - Ficarei com a minha mãe e no dia de plano a gente conversa.
– Ta, tchau Katrina.
– Tchau, Jasper... - sua voz estava animada. - Contando os dias para o nosso jogo começar.
– Falta pouco.
– Eu sei! Logo eles serão nossos!
– Ainda bem. - suspirei. - Até mais.
– Até mais Jasper.
E desligou.
Ah, faltava pouco para colocarmos o plano em prática e a Isabella ser minha, somente minha!
Próximo Capitulo
Nenhum comentário:
Postar um comentário