26/04/2014

Diário Do Professor Delícia-Capítulo 26


Autora: PimentaCullen
Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen 
Gêneros: Hentai, Romance, Drama, Comédia
Avisos: Nudez, Sexo
Capítulos: 37 (71.622 palavras) 
Status: Em Andamento

Sinopse

Eu precisava achar a folha do resumo sobre o livro O Morro dos Ventos Uivantes. Era para amanhã e quem não levasse teria um zero bem redondo. Mas não foi isso o que me fez arrepiar, mas sim um caderno, com as capas de couro na cor conhaque e uma tira de couro o amarrando. Tinha um brasão na frente do caderno, mas eu não consegui identificar de quem era. Mas definitivamente aquilo não era meu. Eu estava morta de curiosidade e desamarrei a tira de couro e abri o caderno, na primeira folha estava escrito em palavras com letras elegantes e muito bonitas:

Diário de Edward Cullen

Capítulo 26 

POV Isabella

Voltamos para casa de Edward e nossos pais não estavam lá. Havia um bilhete grudado na geladeira e, pela letra, era de minha mãe.

“Queridinhos, fomos nos divertir em um motel novo de Seattle, não nos espere tão cedo! Beijinhos da Miau...”



Revirei os olhos. Eu precisava saber que a minha mãe iria fazer sexo hoje? Não, eu não precisava.

– Ela é bem... Sincera não é?. - Emm disse.

– E como. - falei balançando a cabeça. - Não sabem o que eu passei na infância.

– Tenho dó de você. - Jazz falou.

– É, eu também tenho. - sorri para ele.

– Bom, eu vou assistir filme, quem vem? - Edward perguntou indo até a sala.

– Estou dentro! - Alice correu e pulou no sofá esquecendo por completo que ela estava na casa de professor dela.

– Eu também, mas vou estourar pipoca primeiro. - falei procurando o milho da pipoca pelos armários.

– Eu vou ajudar a maninha aqui, podem ir. - Emmett gritou e as pessoas foram para sala.

Achei o milho da pipoca e peguei uma panela grande, despejando óleo e o deixando esquentar para colocar o milho com sal.

– Diz logo, Emm. - eu falei, pois percebi que ele estava a fim de dizer algo.

– Quando você vai beijá-lo? - perguntou baixo.

– Na hora de filme, pode ser?

– Pode...

– Eu preciso saber. Como você quer o beijo? Selinho? De língua? Estilo cena de filme? Erótico? Sabe, eu estou em dúvida.

– Você realmente ainda não beijou? - ele encarava-me, mas não me abalei e menti com a maior cara de pau.

– Não, mas existe Google, sabia? - falei colocando a pipoca na panela com sal e tampei.

Ele riu.

– Você é hilária, garota! - coçou a cabeça e perguntou. - Tem coca?

– Na geladeira. - respondi me sentando na cadeira e esperando a pipoca estourar. - Você acha que ele vai gostar?

– Claro, apesar de tudo, Edward é homem, quer dizer... Eu acho que ele é homem. - seu olhar era confuso e ele começou a ficar pálido. - Ai meu Deus! Será que ele não é homem?!

Deu-me vontade de rir.

Onde eu fui parar, Jesus?

– Eu acho que ele é homem. - sussurrei. - Então sobre o beijo, como você quer que seja?

As pipocas na panela faziam um barulho escandaloso e eu me levantei e comecei a chacoalhá-la.

– Quero que seja um beijo surpresa, em seguida passando para o beijo de língua, virando o erótico, valendo mordidinha sexy e terminar com um selinho no canto esquerdo da boca dele.

– No canto esquerdo? - eu ri tirando a pipoca e colocando em uma bacia laranja.

– É, no canto esquerdo.

– Acho que entendi. Você quer no início, no meio ou no fim de filme?

– No meio, e tem que ser de nada, ok?

– De boa. Pegue os copos! - gritei entrando na sala com a bacia e a com coca 2l. Coloquei-os na mesinha de centro e sentei-me de lado de Edward, pois no chão estava Seth e Jéssica, no sofá de dois lugares estava Jazz e Alice e na poltrona de papai estava uma Rosalie esparramada.

É, parece que o Emmett vai sentar de meu lado e de Edward... HEHEHE.

– Que filme que é? - perguntei pegando um punhado de pipoca.

– Avatar. - Alice disse.

– Hum... Eu gosto, já vi umas quinhentas vezes com a Renne, uma mais ou uma menos não vai me matar. - comentei.

Emmett chegou com os copos e entregou um para cada um, sentou de meu lado e começamos a ver o filme. Estava legal, estava escuro e Edward segurava a minha mão quando ninguém estava olhando. Às vezes ele piscava para mim e eu sorria olhando o filme das bobeiras de nós dois.

Quando já estava no meio de filme, Emmett me deu um cutucão de “leve”. Eu olhei para ele como se tivesse dizendo “já vou!”. Visualizei a cena: Todos olhando para a tela da TV, Edward estava totalmente distraído passando as mãos nos cabelos sedosos e Emmett me olhava pelo canto de olho.

É, acho que é a hora.

Pulei no colo de Edward do nada e ataquei sua boca. Ele parecia estar surpreso, mas logo aprofundou o beijo. Suas mãos foram para a minha cintura enquanto eu explorava com minha língua cada mínimo cantinho da boca saborosa dele. Nossas línguas começaram a duelar, mas não havia vencedor. Nossos gostos misturados davam um sabor diferente, um sabor afrodisíaco, maravilhoso. Mordi-lhe lábio inferior, o fazendo gemer e no final eu tinha que fazer o quê mesmo? Era só o que me faltava! Eu tinha que esquecer?! Hum... Beijar um canto da boca, mas qual?

Soltei seu lábio e perguntei em voz alta ao Emmett.

– Esquerdo ou direito Emmett?! - eu estava nervosa.

– Esquerdo. - ele riu e eu dei um selinho no lado esquerdo da boca mais gostosa de mundo...

– Pronto, beijei, Emm! - olhei para ele sorrindo.

– É isso aí, garota! Você é das minhas. - deu um soquinho no meu ombro.

Sorri novamente.

Olhei para sala e percebi todos os rostos me encarando. É... Estou podendo.

– O que foi? - perguntei.

– Nada. - responderam e voltaram a assistir ao filme. Eu só não entendi o olhar de decepção de Jasper.

Já que todo mundo viu o meu beijão no Edward, então não tem problema se a fachada de não sermos namorados acabar, não é?

É, acho que não.

Então cheguei mais perto de Edward e deitei a cabeça no colo dele, deixando os meus pés nas pernas de Emm.

– Ow, você é folgada, hein!

– Cale boca, Emm! - falei colocando os olhos na TV.

Senti os dedos de Edward fazendo cafuné na minha cabeça e fechei os olhos com a sensação de paz. Nem percebi que tinha dormido.

– Ei Bella Adormecida... Acorde. - sussurrou alguém em meu ouvido. - O filme já acabou e as suas amigas estão indo embora.

– O quê? - sussurrei rouca e sonolenta. Não abri os meus olhos, apenas me aconcheguei mais nos braços de alguém que por acaso eu acredito ser o meu namorado.

– Elas estão indo embora. - falou agora mais alto.

– TCHAU! - eu gritei. - Agora me deixe dormir. - murmurei brava.

– Você fica um amor marrentinha desse jeito, sabia?

– Não estou a fim de conversar agora, baby... - deixei as palavras soltas pelo vento.

– PARE TUDO! - escutei alguém gritar, mas a minha consciência já estava caindo no sono. - COMO ASSIM, BABY? E ESSA HISTÓRIA DE FICAR UM AMOR? ESTOU PERDIDÃO AQUI,BROTHER!

– DÁ PARA VOCÊ CALAR A BOCA, PELO AMOR DE DEUS?! QUAL A PARTE DE QUE EU QUERO DORMIR QUE VOCÊ AINDA NÃO ENTENDEU? - gritei irritada.

Odeio quando um ser humano se acha no direito de gritar enquanto eu estou tentando pegar no sono.

– Porra... Desculpe. - acho que era o Emmett gritando comigo e pedindo desculpas. - Eu só não estou entendendo.

– O negócio é o seguinte ursão, os dois aí estão namorando e você foi enganado, ok? Agora eu quero brincar de nuvem, pode ser?

– Rosalie, você sabia disso? - a voz parecia magoada, mas não ouvi, pois eu parecia ser levada para cima.

Abracei-me mais a Edward até que senti algo fofo nas minhas costas. Era o colchão. Segurei a camisa dele com força.

– Não me deixe...

– Shh... Eu estou aqui. - assenti e percebi que o meu vestido era tirado de mim.

– Bella, você quer me matar assim? Só uma minúscula calcinha de renda era o que você está usando embaixo de vestido? - ele disse gemendo triste.

– Uhum. - consegui murmurar.

Ouvi um suspiro e um Edward saindo de perto de mim.

– Edinho...

– Só vou pegar uma camiseta para você.

– Ok...

Não demorou muito e o senti colocando algo em mim que deveria ser a tal camiseta, mas ela era muito grande, então deveria ser dele. Ele me deitou na cama macia e eu o chamei.

– Deite aqui comigo...

Senti algo se movendo no colchão e quando Edward estava deitadinho, eu deitei a minha cabeça no peito dele, o abraçando. Dei um selinho nos lábios dele e voltei a me deitar sobre o peito dele. Ele também me abraçava, fazia caminhos com os dedos pela minha pele de meus braços. Enrosquei uma perna minha na dele e sussurrei uma última coisa antes de desabar em um sono profundo.

– Eu te amo.

***

POV Edward

Eu estava abraçado a Bella, fazendo carinho nos cabelos dela e cantando uma canção de ninar. Percebi que ela estava praticamente desmaiada sobre mim, mas não me mexi. Eu gostava da sensação de tê-la só para mim.

Fiquei um bom tempo velando o sono dela até que o meu chegou e antes de eu dormir sussurrei no ouvido dela.

– Eu também te amo, princesa.

Dormi abraçando um anjo. O meu anjo.

***

Tive um pesadelo horrível, em qual eu perdia a Bella para sempre, mas logo o tirei da cabeça, pois eu nunca me separaria de minha pequena.

Acordei e vi que a garota que se encontrava nos meus braços, estava dormindo profundamente. Olhei no relógio no criado mudo de meu quarto e vi que era 07h06min AM.

Tirei-a delicadamente de cima de mim e a arrumei na cama. Ela se encolheu de lado e agarrou um travesseiro o cheirando e sorrindo. Deus! Como uma pessoa pode ser tão linda?

Dei um beijo nos cabelos dela e levantei da cama, seguindo para o chuveiro. Tomei um banho rápido, colocando apenas uma bermuda e uma camiseta. Escovei os dentes e tentei pentear o meu cabelo, mas não deu certo, pois parece que ele tem vida própria.

Voltei ao meu quarto e gemi com a visão tentadora que eu tive. Isabella estava deitada de bruços, com a bundinha empinada, mostrando a pequena calcinha. Ela queria mexer com fogo, só pode. O pior é que a garota dormia toda angelical enquanto o pervertido aqui imaginava mil e uma loucuras.

Balancei a cabeça tentando dispersar as idéias maliciosas e desci as escadas em direção a cozinha. Carola, a cozinheira que só vinha nos fins de semana, estava fazendo uma salada de frutas para o café da manhã.

– Bom dia, Carola.

– Bom dia, Edward. - sorriu gentilmente enquanto eu me sentava.

– O casal mais animado já chegou? - perguntei pegando um potinho com as frutas e um copo de suco que quando beberiquei descobri ser de tangerina.

– Não, mas ligaram dizendo que daqui umas duas horas eles chegam.

– Ok.

Comecei a comer as deliciosas frutas na companhia de Carola quando ouvi uma cadeira se arrastando ao meu lado.

– Bom dia para vocês dois. - falou pegando um potinho também.

– Bom dia Isabella, adivinha o que irei fazer de almoço?

– Não me diga que é batata assada com molho branco? - arregalou um pouco os olhos.

– Você é uma boa adivinha!

– AHHHH EU AMO VOCÊ, CAROLA! - ela correu e abraçou a senhora gordinha que estava rindo da sua atitude.

Só agora eu percebi que ela não usava mais a minha camiseta, mas sim um vestidinho florido na cor lilás e branco. O cabelo estava preso em um coque, ela deve ter acordado depois que saí de quarto e ido se arrumar no quarto dela.

– Só a Carola? - fingi mágoa e presenciei uma garota se soltando da cozinheira e vindo até mim.

– Não, você também, seu bobo. - pegou e me deu um selinho.

Eu deveria ter ficado bravo com o beijo porque tinha gente nos vendo, mas nem liguei. Carola é de casa e nunca faria mal a nenhum de nós dois.

– Queridos, eu vou ao mercadinho comprar os ingredientes e já volto, está bem? - Carola tirou o avental e o dependurou no suporte atrás da porta da cozinha.

– Mas ainda são... - olhei o relógio na parede. - 7:43.

– Essa cidade pode ser pequena, mas a fila é grande! - ela disse nos fazendo rir. - Daqui a pouco estou de volta. - ela estava saindo, mas voltou e nos mirou. – Prudência, hein... - falou e se foi.

Quando não se ouvia mais os passos da cozinheira, puxei Bella pela cintura a fazendo se sentar em meu colo, de costas para mim.

– Edward! - gritou de susto.

Eu ri beijando seu pescoço.

– Você dormiu feito um anjinho.

– Não falei nada, não é? - perguntou um pouco preocupada.

– Por quê?

– É que às vezes eu falo enquanto eu durmo.

– Não, não disse nada. - a apertei mais em meu colo. - Mas eu gostaria de saber o que você pensa enquanto dorme.

– Melhor não! - falou e terminou de comer. - Cadê o povo?

– Nossos pais só chegam mais tarde, Emmett deve estar com Rosalie e Jasper deve estar no quarto de hóspedes.

– Hum... Eu acho que eles combinam. - sussurrou.

– Quem?

– Emmett e Rosalie. Parece que foram feitos um para o outro. - disse tomando o suco.

– São dois pervertidos. - eu ri e ela me acompanhou.

– Jazz e Alice também ficam lindos juntos, apesar de seu irmão ter ficado um pouco distante no jantar.

– Ah, é que tudo é muito novo ainda. - passei meus dedos pelo caminho de seu pescoço até a base de sua coluna. - Já terminou?

– Uhum.

– Então vamos. - ela saiu de meu colo, levamos nossas louças sujas até a pia e depois fomos para o quarto dela.

Quando chegamos, logo tranquei a porta e a prensei contra a mesma.

Nossas línguas se moviam em desespero, nossas mãos memorizando cada parte de nossos corpos... Desci meus beijos para o pescoço dela e lambi a pele perto da orelha, dando pequenas mordidinhas. Fiquei satisfeito quando escutei um gemido saindo pelos lábios mais lindos que eu já vi.

– Edward... Hum...

Voltei a beijá-la, só que mais levemente. Não demorou muito para as mãos dela tomarem vida e apertar os meus bíceps, logo depois suas unhas marcavam as minhas costas me fazendo gemer contra a boca dela. Percebi o que ela queria fazer e a ajudei a tirar minha camiseta.

Isabella me empurrou quando ainda nos beijávamos para a cama dela, me fazendo cair de costas a levando comigo. Sentou em mim e me arranhou deixando rastros de fogo pelo meu corpo. Começou a beijar meu peitoral, mas subiu até o meu pescoço e o lambeu com sensualidade enquanto minhas mãos apertavam a bunda dela por baixo de vestido.

Virei-a rapidamente nos fazendo rir com a velocidade. Peguei a barra de vestido e o puxei para cima, a deixando apenas de calcinha e sutiã. Ela ficou muito gostosa toda de preto, mas...

Por que ela colocou o sutiã? Vou ter que tirar!

Levantei-a um pouco para poder tirar o sutiã preto que deveria ser o conjunto da minúscula calcinha. Vi o rosto dela ficar vermelho, mas ela tinha que aprender a confiar em mim.

Selei nossos lábios enquanto começava a massagear seus seios perfeitos c minha mão. Seu corpo foi se relaxando aos poucos e minutos depois ela já se grudava em mim. Escorreguei uma mão minha pelo corpo curvilíneo de minha pequena. Passei pelos seus seios redondinhos, pela cintura fina, pelas coxas grossas até que cheguei a sexo dela.

Quando meus dedos tocaram-na por cima de tecido que já estava molhado, ela se retesou. Suas pernas se fecharam por instinto e eu entendo, deveria ser a primeira vez que ela era tocada tão intimamente. Minha mão voltou o caminho até eu segurar seu queixo e a fazer olhar para mim e quando ela o fez, vi algo parecido com medo... Medo de diferente talvez.

– Calma, Bella. - sussurrei suavemente para tranqüilizá-la. - Você vai gostar... - beijei seus lábios e murmurei em seu ouvido. - Você vai gemer de prazer, pequena. - senti quando ela se derreteu com minha voz sexy propositalmente.

Meus dedos tatearam-na até que chegaram a sua feminilidade. Relei levemente por cima de tecido e quando vi que ela não me afastaria, pressionei com um pouco mais de força e comecei a deslizar meus dedos pelo tecido úmido. Massageei por um bom tempo ouvindo seus gemidos e vendo seu rosto contorcer em prazer, mas então coloquei meus dedos por dentro da calcinha e pude assistir seu corpo arquear com o meu toque. Brinquei com seu clitóris e o belisquei por diversas vezes a fazendo gritar com a sensação. Até que seu corpo todo começou a tremular e seu mel se derramou em minhas mãos.

– Posso te chupar?

– Hã? - perguntou um pouco tonta e perdida pelo orgasmo.

Não perguntei de novo, apenas me abaixei até ficar de frente a sua feminilidade. Tirei a calcinha e lambi todo o líquido da pele rosada dela. Minha pequena era maravilhosamente deliciosa. Chupei seu clitóris a fazendo se agarrar aos meus cabelos.

– Oh meu Deus... - arfou quando arranhei meus dentes em sua pele macia e quente.

No fim eu dei vários beijos por seu sexo e subi beijando sua barriga, circulando com a língua o umbigo. Subi mais ainda até chegar aos seios. Beijei o mamilo de cada um e comecei a lambê-los e chupá-los com avidez.

– Ahhh... - ofegava com os chupões fortes.

Consegui sair de seus seios e pairar por cima dela que estava toda nua... Toda quente, toda perfeita.

Ela respirava com dificuldade e se encontrava com os olhos fechados. Levei meus dedos até seu rosto delicado e fiz carinhos tendo como resposta um sorriso lindo.

– Foi bom, não foi? - perguntei mordendo devagar o queixo dela.

– Muito. - falou ainda de olhos fechados, com bochechas ficando levemente avermelhadas.

– Bella, eu já te disse uma vez e irei repetir. Não precisa ter vergonha de mim. - ela abriu os olhos, me fitando com intensidade. - Eu sou só seu e você é só minha... Nada nos impede de nos dar prazer. - coloquei uma mexa do cabelo que se soltou de coque, atrás da orelha orelha. - Mas eu entendo que você ainda não está pronta para uma vida sexual, então eu só estou de apresentando esse mundo... Quando você quiser fazer amor comigo, eu estarei aqui, sempre estarei aqui. Não precisa ficar encabulada em querer fazer algo comigo só para me agradar, ok? Eu não me importo de esperar até você se sentir segura, pois eu te amo. – toquei-a nos lábios e me aproximei, dando-lhe um selinho. - Aliás, até lá nós podemos nos divertir assim, não acha? - sorri para tranqüilizá-la porque essas são sempre as dúvidas das adolescentes que estão conhecendo esse mundo, até então, esquisito.

– Uhum. - sorriu com os olhos chocolates hipnotizantes.

– Você é linda, sabia? - sorri torto e a vi morder os lábios. - E muito gostosa também! - confidenciei baixinho em seu ouvido. - Muito gostosa...

Isabella puxou meu rosto de frente ao dela e sussurrou.

– Como a garçonete?

Revirei os olhos. Eu sabia que essa história iria render...

– Muito mais gostosa. - falei.

– Então você admite que ela é gostosa?! - deu-me um tapa em meu braço.

– Você não gosta de mentiras, Bella. Estou apenas sendo verdadeiro. - era o que ela queria não era? Que eu nunca mentisse. Então, estou fazendo o meu trabalho.

– Mas que safado! - me deu outro tapa.

– Ai! Isso dói, sabia? - deite-me ao lado dela e esfreguei o local dolorido.

– Você mereceu, hum! - disse se sentando. - Isso é coisa que se fale para sua namorada? - puxou o lençol e cobriu seus seios. - Não, não é! Isso é coisa de gente doida!

– Eu não sou doido!

– É exatamente por isso que me preocupa! - ela falou como se fosse óbvio. - Não se pode secar alguém Edward quando se está comprometido mesmo que ela seja a pessoa mais tentadora de mundo!

– É que eu sou homem. - eu sei, essa resposta foi muito tosca. Mas eu não conseguia contar o porquê de meu comportamento.

Ela revirou os olhos rindo.

– Ai meu Deus, era só o que me faltava! Sabe Edward... - olhou-me e arqueou as sobrancelhas. - Eu acho um monte de homem gostoso e nem por isso eu fico olhando as bundas deles!

HOMEM GOSTOSO? COMO ASSIM?!

ELA É SÓ MINHA!

– Como assim, Isabella Swan? - o ciúme estava em minha frase.

– Viu? Você não gosta da possibilidade de eu achar algum homem gostoso e porque eu tenho que ficar quieta quando é com você?

– Não é a mesma coisa! - rebati.

– Ah não? - ela me olhou incrédula. - Eu me senti insegura sabia? Me senti uma qualquer... DE NOVO! Você mesmo disse que os outros que se fodam, mas... - suspirou fechando os olhos com força. - Esqueça, deixe para lá. - disse e se levantou deixando o lençol de lado, indo completamente nua em direção ao banheiro.

Passei minhas mãos pelo meu rosto e respirei fundo.

Por que eu sempre faço sofrer as pessoas que eu amo?

Primeiro com Victória e agora com Bella.

Eu não sirvo para amar... Esse sentimento parece não gostar de mim.

Levantei-me e empurrei a porta de banheiro suavemente. Ela estava no chuveiro e eu podia escutar os soluços dela.

Doía-me por inteiro vê-la chorando, ainda por cima por minha culpa.

Deslizei a porta de Box e a puxei para mim, ela me olhou um pouco assustada, os olhos inchados e vermelhos pelo choro. Abracei-a, cheirando-lhe o cabelo que conseguia me deixar louco. Seu corpo pequeno me molhando, mas eu não estava nem aí.

– Eu não quero que você se sinta insegura, muito menos uma qualquer. - sussurrei em seu ouvido, beijando-o. - Pode parecer mentira agora ou que eu sou cínico, mas você é a pessoa mais importante da minha vida. - eu podia sentir as lágrimas cegando meus olhos verdes. - Eu amo tanto você... - acariciei seu rosto levemente avermelhado, seus lábios tremiam por causa de choro e ela tentava mordê-los para conseguir não chorar. - Eu sou tão idiota! Perdoe-me pelo meu comportamento, baby, mas foi instantâneo. É algo que sempre acontece quando eu vejo uma ruiva... Não chega nem perto de ser o que eu sinto por você, mas... São feridas de passado que às vezes teimam em queimar.

Ela me encarava sem entender. Uma lágrima solitária caiu de seu olho esquerdo e eu a sequei com meu dedo indicador. Peguei seu rosto em minhas mãos e encostei nossos lábios quentes e úmidos pelo choro de ambos. Pedi passagem com a minha língua e ela cedeu, acolhendo minha língua com ternura e amor. Beijei-a suavemente, ainda sentindo seu corpo tremendo e molhado. Seus dedos se moveram para os meus cabelos perto da nunca e me apertou em seus braços delicados.

– Me conte... - implorou e eu entendi exatamente sobre o que ela falava. Fitei seus olhos e percebi que não podia mais guardar aquela história só para mim. Bella era minha, minha pequena, minha menina, minha mulher. Ela merecia conhecer-me melhor, saber de por que de meu trauma com ruivas.

– Tome seu banho, eu vou esperar lá fora, está bem?

– Ok... - fitou o chão, triste.

– Eu não disse que não iria te contar, só quero que tome seu banho primeiro porque se não irá pegar um resfriado, meu amor. - beijei o topo de sua cabeça. - Estou te esperando. - falei voltando ao quarto e me sentando na cama que até minutos atrás, era muito convidativa.

Remexer o passado me causaria medo e insegurança, mas antes eu ficar assim do que minha princesa. Ela não tem culpa de eu ser um cara traumatizado com o amor. Para falar a verdade, a Bella era quem estava me curando, mesmo que aos poucos. E a recaída de ontem me fazia sentir-me sujo.

Ouvi a porta se abrir e a vi adentrar o quarto enrolada em uma toalha grande. Foi direto ao guarda-roupa e pegou peças íntimas, um short jeans e uma blusa larga demais para ela, mas que deveria ser confortável. Voltou ao banheiro para se trocar e minutos depois veio até mim e se aconchegou em meus braços.

– Bella?

– Sim?

– Você vai me amar mesmo eu te contando uma história louca? - perguntei inseguro, eu precisava saber se nada mudaria, eu precisava dela como ar para respirar e sua resposta era fundamental.

– Mesmo se eu quisesse, coisa que eu não quero, eu nunca deixaria de te amar Edward.

Sorri, pois isso era tudo o que eu queria ouvir.

– Te amo viu? - sussurrei e beijei-lhe a bochecha. - Bem, por onde eu posso começar? - respirei fundo e comecei a recordar as lembranças que há tempos tento apagar. - Eu tinha uns doze anos quando chegou em minha escola a aluna nova; Victória Gilbert. Ela era da minha idade, tinha os cabelos de um vermelho profundo, a pele branquinha e os olhos verdes mais claros que já vi na vida. Victória era linda e eu, como todo garoto da escola, me apaixonei por ela. Mas ela nunca falou comigo, nunca sequer dirigiu uma palavra a mim e eu como um bobo só ficava imaginando como seria uma vida com a garota mais perfeita de mundo. Ela não era apenas a menina linda. Ela era gentil, carinhosa, ajudava as crianças de orfanato e tinha as melhores notas possíveis. Ela era tudo que alguém poderia sonhar. - senti Bella ficando encolhida em meu colo, mas afaguei as costas dela e beijei-lhe a testa. - Quando fiz quinze anos, um garoto de futebol da escola virou meu melhor amigo, nós fazíamos tudo juntos, éramos a trupe de horror, pois sempre bagunçávamos a sala dos professores. - eu ri. Quem diria que eu viraria logo um professor? - Eu tinha mais carinho por ele de que pelos meus próprios irmãos que na época eram pequenos e só faziam barulho. Dois anos depois, eu era da mesma sala que a de Victória e sempre me encantava por seus sorrisos lindos e meigos. Um dia eu tomei coragem e a convidei para sair, e ela com toda sua doçura aceitou de bom agrado. Perguntei a ela porque nunca havia falado comigo e apenas disse que era tímida demais para chegar em mim. Nós começamos a sair sempre e logo já estávamos namorando. Não era apenas um relacionamento escolar, era algo que eu nunca consegui me explicar, era mais que amor... Acabamos a escola e ainda estávamos juntos, sempre nos amando. Eu não sabia por que nesta época James se afastou de mim e apenas conversávamos quando nos encontrávamos por acaso na rua. - suspirei. - Eu fui para uma das melhores faculdades de país e Victória foi comigo. Nós estávamos com planos de morar juntos, de nos casar, de termos filhos lindos que com certeza teriam que ter os olhos lindos da mãe. Eu estava feliz com a vida que tinha e me sentia o homem mais sortudo de mundo por ter a mulher perfeita. - como eu estava enganado! A mulher perfeita está aqui, tremendo em meus braços. - Nos mudamos para um apartamento lindo que ela mesma havia escolhido, vivíamos a mais de seis anos juntos e eu estava pronto para pedi-la em casamento quando tudo aconteceu. Eu estava dando aula um dia quando recebi uma ligação de James dizendo que se mudaria para a França com uma mulher, fiquei feliz pelo meu melhor amigo, desejei o melhor para ele e para a escolhida de coração dele. Quando tocou o sinal para irmos embora, fui correndo para casa, pois queria contar a novidade para Victória. Ela ficaria contente porque eu percebi que eles eram tão amigos quanto eu e James. Cheguei em casa sorridente, mas não encontrei ninguém. Procurei em todos os cantos de apartamento, mas não havia mais roupas dela, não havia mais nada dela. Voltei a sala e sentei-me no sofá sem entender. Será que ela foi para casa da mãe dela? Era o que eu me perguntava, mas então olhei para o chão e tinha um papel amassado várias vezes escondido perto de sofá. Eu o peguei e nele estava apenas escrito:

“Acabou Edward. Foi maravilhoso enquanto durou, mas eu não te amo e nunca vou amar. Espero que nos entendam. Seja feliz.

Victória Gilbert”

Percebi que agora Isabella fazia carinhos em meu peito, acho que tentando me acalmar, mas era impossível porque seus tremores não deixam o efeito chegar a mim.

– Doeu mais que um soco no estômago. Perdê-la foi horrível, ainda mais quando liguei os pontos e descobri que a tal mulher com quem James iria para a França era a Victória, a minha linda Victória. Eles nunca mais falaram comigo, eu só tinha aquele bilhete amassado como lembrança dela. Eu fiquei numa depressão pesada, não conversava com ninguém, só emagrecia, mal falava com os alunos, só queria saber onde eu errei para ser traído pelas pessoas mais importantes para mim, Victória e James. Certo dia, meu pai apareceu em casa. Eu não queria recebê-lo, mas minha decisão foi irrelevante. Ele me fez ver que meu mundo não poderia parar por causa de uma decepção, que eu já tinha vinte e quatro anos e chorar pelo leite derramado não iria trazê-la de volta. Meu pai me disse que quando pessoas se vão, é porque melhores de que elas chegarão a nossas vidas e sabe? Ele estava certo. Você é a melhor coisa que já me aconteceu Bella. - vi seus olhos em lágrimas e a puxei para um beijo. Encostei nossos narizes e sorri. - Você é o meu tudo e o meu nada. Meu futuro sempre estará em suas mãos, minha pequena. - ela me deu um selinho e disse.

– Mas ainda não entendi o porquê de seu comportamento ontem.

– Eu já estava chegando nessa parte. - sorri, só que tristemente, essa era a parte de trauma. - Eu escutei meu pai, sai da depressão, mas não consegui seguir em frente. Eu precisava provar para mim mesmo que eu era melhor, que eu era bom o suficiente, que eu era desejado. Então eu ia para as festas mais badaladas, eu ia para onde tinha mulheres que só faltavam se rastejarem para me terem. Eu pegava todas, eu me sentia potente, viril. Só que sempre aparecia uma ruiva para me infernizar e era com elas que eu pintava e bordava, era com elas que eu fazia o meu melhor para sentir-me que eu não precisava da Victória para conseguir alguém tão bonita quanto ela. Então, toda vez que vejo uma ruiva, esse meu lado sujo vem à tona e eu viro o Edward de antigamente num segundo e não sei como parar isso... - desabafei deixando-me cair no choro.

Bella me abraçou e ficamos assim por um bom tempo, até ela falar.

– Edward... - sua voz trêmula estava baixa. - Você a ama. - soluçou na última palavra.

– Não, não mais, Bella! - me desesperei, pois não estava gostando de rumo daquela história.

– Ama sim. - balançou a cabeça. - Só tem medo de admitir porque ela te feriu. - se afastou de mim e se encolheu no canto da cama com um travesseiro. - E a prova disso é o que você sente quando está perto dessas ruivas. É o jeito não de você provar a si mesmo que é bom, mas de provar a ela que você pode ser o que ela quiser.

– Bella...

– É sim, Edward. Pense em que você me disse. - olhou-me nos olhos e eu pude ver que ela estava sofrendo. - Mais de dez anos a amando não se apagam rapidamente. - sussurrou. - Você só encontrou em mim a válvula de escape. Você encontrou em mim o amor que você queria que ela te desse e não eu. - as lágrimas rolavam pelo rosto rosado.

– Não é verdade, Bella. - tentei chegar perto, mas ela não deixou. - Você disse que me amaria mesmo depois da história louca e não está cumprindo sua palavra!

– EU AMO VOCÊ! - gritou. - Amo muito, muito mesmo. E é por te amar que eu quero o seu bem, que eu quero que seja feliz, mesmo que seja sem mim. - chorou contra o travesseiro que abraçava.

– Só estarei feliz se estiver com você. - murmurei aflito.

Ela limpou os olhos, mas mais lágrimas se derramavam deles. Veio até mim e ficou de joelhos ainda em cima da cama.

– Você acha isso, Edward; mas não é o que você realmente sente aqui. - ela pousou a mão em meu peito. - Você sempre vai ter a dúvida de como seria se ela ficasse com você, se seria melhor e eu não sei se consigo viver com isso. - seus olhos se desconectaram dos meus e quando fez menção de tirar a mão de mim, eu a segurei ainda em meu peito.

– Quantas vezes mais eu preciso dizer que te amo para você acreditar em mim?

Sorriu um pouco, mas puxou a mão.

– Eu sei que de certa forma você aprendeu a me amar, mas... Não como eu te amo.

– Bella, coloque nessa sua cabeça que Victória é passado e VOCÊ é o meu presente e se, Deus quiser, o meu futuro também.

– Edward... - tocou o meu rosto ainda fungando. - Eu vi como seus olhos brilhavam quando você falava dela. E eu sei que se você pudesse, voltaria só para descobrir o que fez de errado e acertar.

Se eu pudesse eu voltaria ao passado? Não...

Claro que não!

Talvez, mas só para saber o que fiz de errado, pois assim não teria mais raiva de Victória.

É isso que eu sinto de Victória. Raiva! Pura raiva e só.

– Bella, eu amei sim Victória, por muito tempo. - vi seus olhos brilharem com as lágrimas. - Mas agora só sinto raiva dela, apenas raiva. - tirei seu cabelo que grudava na testa. - Sem contar que quando te vi pela primeira vez, eu sabia que você era especial, apesar de na época eu achar que era tudo apenas atração. Agora eu sei que era o meu coração te escolhendo para mim. Que dês de primeiro dia eu já te amava. Não me deixe agora minha pequena, eu preciso tanto de você... - implorei, eu via a dúvida no rosto dela, mas ela precisava acreditar que os meus sentimentos eram verdadeiros. - Por favor?

– Shhh. - ela me abraçou e chorou mais ainda em meu pescoço. - Por que eu tenho que te amar, Edward? Seria bem mais fácil se fosse apenas uma paixonite, mas não é. E eu sinto aqui dentro que... Talvez todas as vezes em que eu perguntei se seria o certo ou errado o nosso relacionamento, agora está a resposta.

– A resposta é que estarmos juntos é mais que certo, é destino. Eu te amo Bella, tente entender que sem você eu não ficarei na depressão como fiquei anos atrás. Eu morrerei mesmo, aos poucos até que um dia não sobrará nada de mim. É isso o que você quer? Que eu morra? - chantagem não é o correto em uma hora dessas, mas não enxerguei alternativa. Ou eu a fazia ou eu ficaria sem ela para sempre.

Meu sonho era então um pressentimento?

Eu não podia deixar que ele se realizasse!

– Nunca! - me fitou com os olhos cheios de paixão. - Prefiro mil vezes morrer por você que de saber que você não vive mais nesse mundo. Não quero que você ache o contrário, se estou te dizendo essas coisas é porque eu quero o seu melhor.

– Você é o meu melhor.

Não deixei que ela contra-atacasse. Puxei-lhe o rosto até o meu e a beijei. Não um beijo qualquer. Mas um beijo cheio de tensão e medo de perdê-la, um beijo em qual eu colocava a última chance para nós dois. Um beijo que fiz de tudo para que ela pudesse sentir o meu amor.

Ela não me empurrou, apenas se derreteu sobre mim.

Acariciei seus cabelos longos, apertei sua cintura e por último dei um selinho demorado em seus lábios macios e cheirosos.

– Não duvide mais de meu amor, por favor. - supliquei, esperava ela se comovesse comigo.

Eu não sabia o que faria se ela me deixasse, tenho medo só de pensar.

– Ok, Edward. Eu posso acreditar em seu amor. - falou depois de algum tempo. Então fechou os olhos com um sorriso neutro nos lábios. - Só que eu quero que você pense se ainda sente algo a mais sobre ela. Se você não sentir, eu te farei a pessoa mais feliz de mundo, mas se você ainda sentir, eu te deixarei ser a pessoa mais feliz de mundo. - ela soava sincera e eu tinha certeza que não era falsidade. Bella é um ser puramente ingênuo, no jeito dela, e nunca faria mal intencionalmente.

– Não preciso pensar.

– Mas eu preciso que você pense. Por favor, faça isso por mim?

Assenti mesmo sabendo a resposta, eu faria qualquer coisa por ela.

– Prometo pensar, mas eu já sei.

– Então pense. - sussurrou e escutamos alguém bater na porta.

TOC-TOC-TOC

– Sim? - perguntei.

– Meninos, desçam para o almoço. Dona Renne está chamando!

– Mamãe já chegou? - murmurou para si mesma.

– Estamos indo, Carola. - respondi e ouvi os pés descendo as escadas. - Venha comer suas batatas assadas, depois conversamos mais.

Ela se levantou da cama correndo até o banheiro. Escutei o barulho de água e depois ela chegou secando o rosto com uma toalha.

– Vamos.

Assenti e descemos.

– Oi. - sussurrou quando entramos na cozinha. Emmett estava já com uma montanha no prato e Jasper parecia bravo. Renne estava usando um vestido verde musgo com um cinto marcando a cintura no tom marrom. Meu pai se encontrava com uma pólo azul clara e uma calça jeans, tomando um copo de suco.

– Oi, queridos, sentem-se. - falou.

Nos sentamos e começamos a nos servir. A comida estava simplesmente deliciosa e a batata praticamente derretia na boca.

– Está ótimo! - comentei.

– Ainda bem que a Carola existe. - Renne riu.

– Sério Carola, você não quer vir para Los Angeles, não? Eu pago o dobro! - Emmett gritou.

– Você ou a mamãe? - Jazz perguntou.

– Alguém te perguntou alguma coisa?

– Ei, silêncio na mesa. Essa hora é sagrada. - meu pai disse.

Ficaram quietos e logo depois de almoço, Emmett se preocupava em sair e vi nesse passeio a oportunidade para pensar.

– Emm, eu vou com você mano! - falei enquanto via sair de casa.

– Então ande logo!

Caminhei até Bella que estava conversando com a mãe dela sobre o jantar de ontem e me agachei na frente dela.

– Vou pensar como você quer, mas eu já volto, ok?

Assentiu ficando corada.

Beijei-lhe levemente os lábios e sai atrás de Emmett que já estava dentro de meu volvo, no lado de motorista.

– Saia daí!

– Ah cara, me deixe ser feliz pelo menos uma vez.

– A noite não foi boa?

– Foi perfeita, eu nunca na minha vida pensei que uma garota sabia tantas posições radicais!

Eu ri, mas falei.

– Então me deixe dirigir! Você deve estar todo dolorido. - explodi em uma gargalhada.

– Olhe quem fala, quero só ver quando ficar com a Bellita... - eu fiquei sério na hora.

– Não fale da Bella, ok? Eu deixo você dirigir seu idiota, mas só porque eu tenho pena de você por mamãe ter tirado o seu carro.

– Não me lembre disso.

– Sério, não consegue tirar uma nota maior que 5, não?

– Lá vem o professor da família para me encher o saco...

– Você tem que estudar, Emm. Não cabular aulas de matemática.

– Mis que fofoqueira! - gritou indignado. Nessa hora eu já estava de lado dele e ele dirigia pela cidade.

– Ela não é fofoqueira, eu que deixei o celular no viva-voz.

– Estava com ela?

– Claro. - revirei os olhos e fitei a janela, até que vi um garoto andando com as mãos no bolso da calça jeans. Seu rosto me lembrava alguém, mas quem?

– Por que você ta encarando o guri que parece o ator daqueles filmes de adolescentes loucas?

Ah, aquele era o tal Jacob! Obrigado, Emm!

– Pare o carro.

– Por quê?

– Preciso falar com ele.

– Vai pedir um autografo para o clone? - perguntou. - PEÇA UM PARA MIM TAMBÉM, EDINHOOO!!!

– Não seu inteligente, eu vou é perguntar se ele é o tal Jacob que beijou a Bella a força.

– Ele beijou a minha maninha a força? - rosnou. - Eu vou matar esse cara depois que ele me der um autografo!

– Cale a boca,Emmett. Pare logo.

Ele parou e eu desci indo na direção de garoto.

– Ei!

Ele olhou para trás.

– Falou comigo?

– Sim. Você se chama Jacob, não é?

– Uhum.

– Era só isso o que eu queria saber. - falei antes de meter um soco no maxilar dele. O Jacob cambaleou e piscou os olhos um pouco perdido.

– Está louco, cara?

– Louco estava você quando beijou a Isabella! - cuspi as palavras e o peguei pelo colarinho. - Melhor nunca mais relar em um fio que seja de cabelo dela ou você vira cachorro-quente, entendeu?

Ele assentiu com os olhos arregalados de medo.

– Pronto, o recado está dado.

Me virei para ir ao carro, mas levei um susto, pois Emmett estava atrás de mim com um olhar assassino para o garoto.

– SE VOCÊ CHEGAR A UNS 100 METROS DA MINHA MANINHA, SEU CÃO SARNENTO, NÃO SERÁ CACHORRO QUENTE QUE VOCÊ VIRARÁ NÃO, TA? SERÁ É UM CÃO MORTO MESMO!!!

– Vamos, Emm.

– Não, eu tenho que dar uma lembrancinha para esse carinha.

Chegou perto de Jacob e o chutou, eu tentei segurá-lo mais não deu, ele é muito forte.

– Pare, Emmett. Eu já o soquei!

– Não, ele tem que ver o que acontece quando beija minha Bellita a força! - disse e deu um monte de porrada nele, até que Jacob ficou com o rosto todo sangrando e quando tentou dizer algo, cuspiu um dente para fora.

– Olhe, Edinho. Ele está sem dente! - Emmett gargalhou. - Não precisa se preocupar mais agora, pois quem vai querer beijar um desdentado?! - seus olhos saiam lágrimas por causa da risada e de repente parou, tirou de bolso um papel e uma caneta. - Assine aqui, desdentado!

– O-o que?

– ANDE LOGO, NÃO ESTOU COM PACIÊNCIA!

– Emm, pare com isso.

– Fique na sua, Edward.

O garoto pegou a caneta tremendo e escreveu o nome nele.

– Não seu imbecil! Escreva aí Taylor. - Emm disse após ler o papel.

– Por quê? - perguntou confuso.

– Vai querer mesmo saber? - levantou o punho com raiva. Jacob engoliu em seco e escreveu rapidamente o nome que Emm queria no papel e depois o entregou. - Obrigado, agora pode ir. - falou enxotando o garoto. - Ah espera, vemha cá, vamos tirar uma foto. - puxou o cara e tirou uma foto no celular dele, todo sorridente. - Agora sim, pode ir!

Depois caminhamos até o carro.

– Não acredito que você fez isso. - comentei.

– Sério Edinho, qual garota não vai me querer depois de autografo de Taylor e uma foto no qual eu ajudei o mesmo em uma briga com ladrões? - piscou para mim. - TODAS VÃO DÁ PARA MIM!

Eu ri, e entramos no meu lindo volvo. Ah, como eu amo esse carro!

Não demoramos muito e já estávamos em casa, eu nem precisei pensar tanto, pois Isabella é a única dona de meu coração.

Quando abrimos a porta de casa eu pude ver Bella com os olhos arregalados e lágrimas por suas bochechas, o telefone na orelha e um grito:

– O CHARLIE O QUE?

(continua...)

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